Nutricionista dá algumas dicas naturais para amaciar a carne
Abacaxi é uma das frutas que pode ser usada na hora do preparo.
Cortar no sentido contrário ao das fibras também é importante.
O consumidor costuma levar em conta a aparência e quase sempre confia na boa
fé do atendente para comprar carne. Se a pessoa erra na hora de levar para casa
é possível contornar a situação. Confira alguns truques bem naturais para
amaciar a carne. Acém, músculo, contra filé. Tem gente que dificilmente sabe o
tipo de carne que está levando para casa. “A gente leva pela aparência para
conseguir ver pelo menos a carne de qualidade”. Pedro Baptista é gestor de
compras do açougue de uma rede de supermercados de Bauru, SP. Ele explicou que
apesar das variedades, a carne bovina possui características que podem ajudar o
freguês na hora da escolha. “A melhor carne pra se fazer o parte dianteira do
boi, que é paleta, o acém. Já a parte traseira, que chamamos de carne de
primeira, é para grelhar e até fazer ensopado. Na dúvida, o consumidor acaba
levando para casa a carne com melhor aparência e menor preço. O problema é
quando ela não agrada depois de ter ido para panela. Para evitar tanta
reclamação, um dos segredos da carne mais macia é a maneira de como ela é
cortada. A faca tem que seguir o sentido contrário ao da fibra. Com isso, a
carne em bife ou em pedaço fica menos consistente. Boa para o consumo e
digestão. “Se cortar contrário as fibras a carne fica mais mole. Se for a favor
da fibra ela fica mais rígida. Outra dica é a substituição de produtos
industrializados pelas frutas. A nutricionista Andressa Borgo Braga sugere o
abacaxi, a laranja e o mamão como amaciantes de carne. Um processo simples e
rápido. “O abacaxi utiliza três gramas para um quilo de carne. Bato a fruta com
uma xícara de água no liquidificar. E depois deixar a carne de molho por no
máximo 10 minutos. A carne de frango ou suína também pode ter uma consistência
que facilita o consumo e a digestão. Nestes casos, a receita é colocar
margarina, óleo e suco de laranja.
As informações da embalagem podem ajudar você a ter uma dieta mais saudável
Para manter uma dieta balanceada é fundamental conhecer as propriedades dos alimentos que consumimos. Por conta disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a veiculação de um rótulo nutricional nas embalagens dos produtos.
Conheça os itens de informação obrigatória no rótulo nutricional das embalagens de alimentos:
Porção (em g ou ml) Trata-se da quantidade média recomendada para consumo para manter uma alimentação saudável. Atenção: na maioria das vezes os valores nutricionais não correspondem ao alimento inteiro. Exemplo: um pacote com 90 g de salgadinho pode conter uma tabela nutricional baseada em uma porção de 30 g. Para saber o quanto ingeriu, neste caso, será preciso multiplicar os valores do rótulo por 3.
%VD A sigla significa Valor Diário. Ela indica qual a quantidade de energia (calorias) e de nutrientes que o alimento apresenta em relação a uma dieta média de 2.000 kcal. Atenção: se encontrar uma sopa desidratada com 90% do VD de sódio, por exemplo, é sinal de que só esse produto já fornece quase o total da quantidade recomendada desse nutriente para um dia.
Valor energético São as famosas calorias (kcal). Elas representam a energia que nosso corpo produz a partir do consumo daquela porção de alimento. Atenção: os valores energéticos também podem aparecer com outra unidade de medida, os quilojoules (kJ). Nesses casos, basta lembrar que 1 kcal corresponde a 4,2 kJ. Necessidades diárias: 2.000 calorias (média para um adulto saudável)
Carboidratos Eles atuam como fontes de energia para o corpo. A parcela não utilizada pelo organismo é estocada na forma de gordura. Por isso, é preciso consumir a quantidade adequada desse nutriente (daí a importância de ficar de olho no %VD dos alimentos). Os carboidratos são encontrados em pães, tubérculos, massas, farinhas e doces em geral. Necessidades diárias: 300g
Proteínas Auxiliam a construir e conservar tecidos, órgãos e células. Em doses apropriadas, elas garantem a manutenção da saúde e também proporcionam sensação de saciedade. Carnes, lácteos e leguminosas (feijão, soja, grão de bico, quinua, etc) contêm boas doses do nutriente. Necessidades diárias: 75g
Gorduras totais Além de serem altamente energéticos, esses compostos auxiliam no transporte das vitaminas A, D, E e K. Atenção: o consumo deve ser moderado, já que o abuso provoca aumento de peso. Exemplo: enquanto 1g de carboidrato tem 4 kcal, o mesmo valor de gordura tem 9 kcal. As gorduras totais representam a soma de todos os tipos de gorduras, ou seja, as poliinsaturadas, monoinsaturadas, saturadas e trans. Necessidades diárias: 55g
Gorduras saturadas São aquelas encontradas essencialmente em produtos de origem animal, como carnes, queijos, pele de frango, leite integral, requeijão e manteiga, entre outros. A ingestão excessiva desse tipo de gordura aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Por isso, não é recomendado extrapolar nos alimentos com alto %VD. Necessidades diárias: 22g
Gorduras trans Também chamadas de ácidos graxos trans, elas estão presentes principalmente em produtos industrializados, que levam gorduras vegetais hidrogenadas na preparação – salgadinhos, bolachas, sorvetes e margarinas são bons exemplos. Necessidades diárias: a gordura trans não tem função importante no organismo e pior, ainda aumenta as chances de problemas no coração. Segundo a Anvisa, para não prejudicar a saúde o ideal é consumir no máximo 2g de gordura trans por dia.
Fibra alimentar São compostos essenciais para o bom funcionamento do organismo. Entre seus benefícios estão o controle das taxas de glicemia e colesterol, a manutenção das funções intestinais e o aumento do efeito de saciedade. As fibras são facilmente encontradas em frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. Necessidades diárias: 25g
Sódio O nutriente é importante para a regulação hídrica e o desempenho adequado do cérebro. Em excesso, ele provoca malefícios como retenção de líquidos e aumento de pressão arterial. Atenção: nem todo mundo sabe, mas o sódio é um dos componentes do sal de cozinha, e está presente na maioria dos produtos industrializados, mesmo nos que têm gosto doce. Para evitar complicações, fique de olho no %VD de sódio e procure manter distância do saleiro. Necessidades diárias: 2.400mg
Fontes: Edmar Santos (cardiologista da Sociedade Brasileira de Cardiologia), Mariana Del Bosco (nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica) e Manual de Orientação aos Consumidores (Anvisa)
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